Associação Bento de Jesus Caraça



João de Barros


João de Barros nasceu a 4 de Fevereiro de 1881 na Figueira da Foz e faleceu a 25 de Outubro de 1960 em Lisboa.

Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra

Cedo se interessou pelo ensino e pela pedagogia, tendo sido professor de Português e Francês em vários liceus e dedicado ao estudo de aspectos pedagógicos em Portugal e numa viagem a vários países europeus no âmbito de uma bolsa. Dessa viagem, nasceu o livro A Escola e o Futuro. Para além da publicação de vários livros sobre Educação, participou activamente na Reforma da Instrução Primária, de 29 de Março de 1911.

Com a implantação da República foi nomeado para cargos superiores no Ministério da Instrução Pública assumindo as funções de chefe de repartição, director-geral do ensino primário, director-geral do ensino secundário e secretário-geral do Ministério. Foi também Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Sobre as suas ideias relativamente ao ensino, consultar esta publicação.

Manteve sempre contacto com o Brasil, militando pela aproximação luso-brasileira, sendo o seu trabalho e as suas ideias reconhecidas nesse país. Em 1945, foi agraciado com a grã-cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul. Sobre este aspecto da sua personalidade e do seu trabalho, consultar um artigo de Luciana Lilian de Miranda, João de Barros e a Educação Luso-Brasileira nas Primeiras Décadas do Século XX.

Com o 28 de Maio, foi afastado da política activa. Em 1945 adere ao MUD. Apoia as candidaturas de Norton de Matos e Humberto Delgado.

Colaborou com um conjunto de Revistas e Jornais em Portugal e no Brasil, tendo tido cargos de direcção em algumas delas. Em 1915, juntamente com o escritor brasileiro Paulo Barreto, fundou a revista Atlântida.

Para além do número 4 da Biblioteca Cosmos, Pequena História da Poesia Portuguesa, João de Barros é autor de vários livros:

Poesia:

Outras obras:

Ao longo da sua vida dedicou-se também à divulgação de obras literárias, especialmente de poesia, numa série de volumes na colecção Clássicos da Humanidade, editados pela Livraria Sá da Costa:

Mais detalhes sobre a biografia de João de Barros podem ser consultados no artigo da Wikipedia que serviu de suporte principal ao presente texto.

Sobre a sua vida e obra foi publicado o livro João de Barros 1881-1960 Vida, Obra e Pensamento de Joaquim Machado de Araújo e Alberto Filipe Araújo pela editora Estratégias Criativas em 2004

Na colecção Cadernos FAOJ (do Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis) um dos cadernos, da autoria de Manuela de Almeida, é também sobre este autor: Cidadão — João de Barros

Há ainda um livro com correspondência destinada a João de Barros de Manuela Azevedo: Cartas a João de Barros, publicado pela Livros do Brasil, Lisboa

Um artigo muito interessante sobre a forma como João de Barros imagina o povo português, é publicado em 2010 por Maria Isabel João da Universidade Aberta. O artigo O Povo Português na Obra de João de Barros está publicado na Revista de História da Sociedade e da Cultura 10 Tomo II (2010) 501-516. ISSn: 1645-2259.

Um artigo sobre a literatura portuguesa da época da República um artigo de José Carlos Seabra Pereira na Biblos, Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Biblos, n. s. VIII (2010) 337-418, com o título Literatura de Intuitos no Tempo Republicano, cita várias intervenções críticas de João de Barros que revelam a sua grande actividade no campo da crítica literária.

João de Barros era pai de Henrique de Barros que foi o autor de outro livro da Biblioteca Cosmos, mais exactamente o número 3 da colecção, "O Problema do Trigo".

GSA